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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SÍRIA 2013 | O cenário de uma catástrofe sem precedentes, por Francisco Pacavira

GUERRA EM SIRIA - Quem ganha e quem perde

SÍRIA 30.08.2013 | Politicamente, Bashar al-Assad, já venceu a guerra. Os ingleses "fugiram", felizmente o Parlamento da Rainha ainda tem um significativo peso em questões de política externa; pela primeira vez alguns políticos europeus ADMITEM o risco da deflagração de uma Guerra Mundial, portanto, pedem maior ponderação; somente 40% dos cidadãos americanos é favorável a uma intervenção militar. Nas últimas horas, muitos americanos começaram a questionar a classe política: com tantos problemas que temos por resolver, por quais razões devemos embarcar numa nova guerra?

Militarmente, ninguém vencerá este conflito. Analisando o actual xadrez religioso, político-militar do Médio Oriente, conclui-se que os riscos são maiores do que os benefícios. As consequências tornam-se imprevisíveis, quando a intervir resta somente os USA e a França, violando todas as convenções de política internacional. A França tem grandes interesses neste conflito, deseja antes de tudo voltar a dominar a sua zona de influência. Para entender o comportamento de François Holland, leiam mais sobre os "Tratado de Sèvres". É o caso de afirmar: "O lobo perde o pelo, mas não perde o vício".

Após este episódio: o que resta do mito de Barack Obama? Sinceramente continuamos a esperar mais e mais. Todavia, a forçada intervenção e "somalização" da Líbia não podia ser mais clara: os presidentes americanos obedecem interesses a desconhecidos aos mortais comuns. Mas, mas, a esperança continua sendo a última a morrer.

Sobre a perigosa intervenção militar, mesmo que forçada, sem provas convincentes - a dita Smoking Gun" -, solitária e/o unilateral, violando as leis internacionais, tudo continua em aberto. Os USA têm agora uma cara por lavar: trata-se do orgulho nacional. Mas podemos trocar milhares de vidas humanas pelo orgulho nacional?

Que o Senhor ilumine os "astros" da diplomacia!

VIA | #fpb aka #angola2017-

#siria #otan #russia #africa #ue #onu #opais #nyt #wp #syria #onu #nu #military#europa #uk #france #holland

terça-feira, 27 de agosto de 2013

PEQUENOS & GRANDES FURTOS | Se urge uma reeducação da sociedade angolana, por Francisco Pacavira

Autoridade moral em Angola - QUEM E' QUEM

Todas as sociedades têm os próprios problemas que, normalmente, são proporcionais ao nível de desenvolvimento político-cultural das mesmas. Angola está vivendo o seu décimo primeiro aniversário de paz, no qual nos apresentamos com uma experiência decenal de renovado empenho pelo desenvolvimento integral da nossa sociedade. Ouso afirmar: Angola de hoje é melhor daquela de ontem.

TODAVIA, não obstante os vários progressos que registamos, muitas questões continuam sem resposta, sobretudo aquelas ligadas a corrupção. Em abono da verdade, é um fenômeno social presente em todas as sociedades, que se desenvolvem com maior vigor, nos momentos post-guerra. Um fenômeno, que se não for combatido em momento certo, torna-se numa cultura: a cultura da ilegalidade. Angola encontra-se no momento histórico ideal para combater seriamente os vários vícios sociais, relativos a administração da coisa pública e não só.

PROVA DOS NOVE. Partindo da notícia em anexo, gostaria de colocar à sua atenção algumas questões relativas a legalidade, a aplicação e ao respeito das leis.

Diz-se que a "Culpa" morreu solteira. Observando a notícia em anexo, eu questiono: o problema angolano é de cariz social, político ou cultural? É ainda consequência da colonização, do analfabetismo ou fruto de aproveitamentos? QUAL foi o papel dos "Partidos Políticos" na criação desta paisagem ética e moral? Existe em Angola uma SOCIEDADE CIVIL? Muitos dizem que sim, outros afirmam que não. Eu digo que existe. Mas, nesta óptica, qual foi o seu papel? O que esta tem feito para melhorar a sociedade angolana em geral? Já existem frutos? O que fazer nos próximos anos? O que fazer já amanha? O que fazer hoje?

A questão é delicada, mas não impossível. De qualquer forma, se as nossas reflexões nos portassem a concluir que todos os angolanos estão dentro desta panela, quem tem o dever de começar a mudar esta realidade? Somos todos chamados a combater os vícios que se apresentam na gestão dos bens comuns. O primeiro passo é a consciencialização dos nossos direitos e deveres, pautados na Carta Constitucional. O segundo passo é vincar tais direitos, que se consubstanciam também nas denúncias de todos os erros de administração que venhamos a conhecimento. O terceiro passo é tornar-se num agente pelo bem comum, sobretudo informando os mais débeis e trabalhando com as Instituições de direito.

Tudo pode e deve ser melhorado. Angola está melhorando, contudo a estrada que temos pela frente é mais longa daquela que já fizemos. Dos pequenos aos grandes erros, as denúncias fundamentadas ajudam a desenvolver a nossa sociedade. Se cada um de nós fizesse o próprio dever, já teríamos uma Angola mais angolana, mais africana, mais nossa, de todos os angolanos e amigos de Angola.

Estamos juntos, porque a vitória é certa!

Via | #fpb aka #angola2017

#angola #moral #etica #partidos #desenvolvimento#luanda #huambo #lubango #malanje #cabinda#lundanorte

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Angola - 3 Questões Sobre a Solidão Política dos Nossos Dias, de Francisco Pacavira

Solidao Politica em Angola

O LEGADO CULTURAL. Cada geração tem o direito de construir a própria cidade, as próprias expressões culturais, os próprios sonhos e ambições, mas respeitando os antecedentes. O respeito inter-geracional é condicionado pelo legado cultural dos adultos. Legado Cultural aqui entendido como o conjunto de práticas e costumes que os mais velhos deixam para os mais novos.

No âmbito político, como avaliar o legado cultural dos mais velhos aos mais jovens? Quê valores, quê paixão política, quê sonhos de transformação para Angola? Cada um de nós é capaz de resposta. Segundo o meu modesto parecer, Angola dos nossos dias está vivendo uma certa apatia política. Se regista um triste desinteresse pelas formas de acção política tradicionalmente conhecidas, que se consubstanciam na filiação partidária consciente, mobilização crítica, busca de melhores soluções para os vários problemas sociais, de modo participativo. Mas os partidos estão perdendo o valor que tinham? Por que razões muitos jovens já não aderem aos partidos políticos? São questões que requerem reflexão conjunta, requerem aprofundamentos contextualizados. De qualquer maneira, cada um nós é capaz de elaborar uma própria idéia. E é o objectivo desta reflexão. Já agora, o que seria de Angola sem os actuais partidos políticos?

SOBRE A POLÍTICA. E’ concepção partilhada, a nível da politologia que, a política é a arte do possível. Nada é impossível para um grupos de homens e mulheres politicamente motivados: isto se chama, “vontade política”. No que tange aos jovens, por muito tempo se afirmava que estes são o futuro de uma nação. Hoje sabemos que a realidade é diametralmente oposta: os jovens são o presente de uma nação. Unindo as duas “variáveis” deste parágrafo, os jovens e a política; quê tipo de política os jovens angolanos conhecem e se empenham a realizar? Em que modo estamos incentivando os jovens a fazerem políticas verdadeiras? Quais são os sonhos que estamos partilhando? Em que direcções estamos endereçando os mais jovens? Com quê meios? Quais são as verdadeiras aspectativas com relação a juventude actual?

Como se diz, os exemplos arrastam, e sinceramente são poucos os exemplos positivos que os "kotas" estão deixando aos demais. Sobre Angola que nós queremos, muito se pode escrever, terabytes de palavras podem ser armazenados, mas o que conta mesmo são os exemplos que hoje damos aos demais. A desilusão é crescente, o mesmo se diga sobre a esperança. Os mais rápidos, mais abençoados pela fortuna, estão conseguindo colher os melhores resultados do actual momento econômico angolano. E os outros?

Estou assustado com um certo amigo que, de Angola, muito mal falava enquanto se encontrava fora a estudar. Hoje voltou para a banda, está podendo, e para a minha maior desilusão: já tem uma casa de primeiro andar, dois carros na garagem, mas pouco ou nada faz pela cidade que o empregou. O que dizer?

SAUDADES DO FUTURO. Tenho uma certa saudade dos tempos de grande paixão política e cultural. Tenho saudade de certos tempos nos quais o ritual das trocas de informações eram preponderantes nas relações humanas; tenho saudades dos confrontos de ideias em modo desinteressado e objectivo, tudo para o bem de Angola. Nos dias que estamos vivendo, é cada vez mais difícil encontrar "amigos" para conversar sobre as várias estradas necessárias para melhorar Angola, sem que se discuta amargamente sobre resultados das acções do Governo. Todos têm a verdade no bolso, mas destas, poucas soluções aplicáveis. Angola real requer maior imaginação, maior ponderação, maiores sonhos, maiores reflexões e não só o sobejo de velhas propagandas anticomunistas.

Neste diapasão político e cultural, declaro aberta a revolução permanente do cidadão. Tudo começa com a mudança de pensamento, de comportamento do cidadão. Tudo começa com a consciencialização do cidadão. O cidadão em particular. Se a força da matilha é o lobo, a força de uma sociedade de direito é o cidadão. Um cidadão informado e formado sobre a sua condição de vida real.

O bem estar de Angola e dos angolanos de hoje e de amanhã, depende indiscutivelmente das pequenas decisões quotidianas. Por exemplo: tu, o que fazes pela Angola dos teus sonhos? O que gostarias de fazer? O que te impede de fazê-lo? Com quem falastes? À qual instituição te dirigistes? As respostas que obtivestes são suficientemente justas? Te convenceram? Angola muda com a mudança de comportamento dos cidadãos. Cada um no seu cantinho, mas o conjunto destes cantinhos constituem uma sociedade, uma cidade, uma província, Angola. Nisto, os partidos políticos em justa interação com a sociedade civil têm muito por fazer. Declaro aberta a revolução permanente do cidadão.

Kambas, "Mbora" a fazer política. Aquela política aplicada à realidade angolana.
Se lestes até aqui, partilha o texto.

Via | FPB aka #Angola2017

Ph. Credito: "Victor Sousa"

SOBRE O AUTOR
Francisco Pacavira Bernardo (FPB) é angolano, jornalista freelancer, especializado em questões de Cooperação internacional e políticas energéticas. De igual modo se destacam as suas intervenções no campo do Strategic marketing management.

domingo, 2 de junho de 2013

TURCHIA 2013 | Manifestazioni ad oltranza–Oggi, calma precaria a Istanbul dopo guerra urbana - "Tayyip Istifa"

CALMA PRECARIA DOPO SCONTRI IERI - Una calma precaria è tornata questa mattina a Istanbul dopo i violenti scontri di ieri fra decine di migliaia di manifestanti anti-governativi e le forze antisommossa che secondo Amnesty International avrebbero fatto due morti e più di mille feriti. Il bilancio ufficiale del governo turco è invece di 79 feriti, 53 civili e 26 agenti. Nella notte ci sono stati ancora scontri a Istanbul e Ankara vicino agli uffici del capo del governo Recep Tayyip Erdogan. La polizia ha caricato, usando anche gas lacrimogeni, proiettili di gomma e cannoni ad acqua le migliaia di manifestanti che si avvicinavano gridando "Tayyip Istifa" ('Tayyip vattené, ndr). Il movimento di rivolta, partito lunedì scorso da una protesta contro la distruzione del parco di Gezi, nel cuore di Istanbul, si è esteso a tutto il Paese. Ci sono state ieri manifestazioni in 90 città turche, mille persone sono state arrestate.

E' ora secondo diversi analisti - alcuni dei quali parlano di una "primavera turca", dopo quelle arabe - il più importante contro il governo da quando è arrivato al potere nel 2002. Piazza Taksim, cuore della Istanbul europea riconquistato ieri pomeriggio dai manifestanti dopo che la polizia ha tolto l'assedio, è rimasta presidiata tutta notte da centinaia di persone. Nuove concentrazioni sono state autoconvocate dalle reti sociali per il pomeriggio. La tensione rimane alta. Dai siti arriva una valanga di denunce della estrema brutalità ieri della polizia turca, che ha coperto i manifestanti di gas lacrimogeni, sparandoli ad altezza d'uomo, e pallottole di gomma. Sui social network circolano migliaia di video e foto di feriti gravi, di scene di caccia all'uomo e di grande brutalità da parte delle forze dell'ordine. Quattro manifestanti, colpiti agli occhi, hanno perso la vista.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em Luanda encontro do MPLA - MLSTP/PSD do São Tomé e Príncipe terça-feira (29)

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Luanda 29|01|2013 - Delegações do MPLA (Angola) e do MLSTP/PSD (São Tomé e Príncipe) vão manter, nesta terça-feira (29), na Sede Nacional do Partido, em Luanda, um encontro de trabalho, a alto nível, a partir das 10H30M.
A comitiva do MLSTP/PSD, de visita oficial a Angola, de 29 a 31 de Janeiro corrente, a convite da Direcção do MPLA, já está em Luanda desde hoje, segunda-feira (28) e é encabeçada pelo respectivo Presidente, camarada Osvaldo Vaz, integrando, também, a sua vice-presidente, Ana Isabel Rita.
No encontro de trabalho de terça-feira, a delegação do MPLA será chefiada pelo vice-presidente do Partido, camarada Roberto de Almeida e dela farão parte os secretários do Bureau Político para as Relações Internacionais, Afonso Van-Dúnem “Mbinda” e o dos Assuntos Políticos e Eleitorais, João Martins “Jú Martins”.
Integrarão, também, a delegação, o director do Departamento de Relações Internacionais (DRI) do Comité Central, camarada Pedro Chaves e o chefe de Divisão do DRI para a África e Médio Oriente, Maquento Lopes.
Trajectória comum
O MPLA (da sigla Movimento Popular de Libertação de Angola) e o MLSTP/PSD (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata) proclamaram, ambos no ano de 1975, as independências nacionais dos seus respectivos países.
Na fase da luta de libertação nacional, os dois partidos pertenceram, conjuntamente com a FRELIMO, de Moçambique e com o PAIGC, da Guiné-Bissau e Cabo-Verde, na então CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas) e, até hoje, mantêm fortes laços de amizade, de solidariedade e de cooperação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Eleições 2012: Resultados finais indicam vitória do MPLA (71,82%) em toda Angola

MPLA vence as eleições gerais de 2012

Luanda - O MPLA e o seu cabeça de lista, José Eduardo dos Santos, são os vencedores das eleições gerais de 2012, em Angola, quando estão escrutinados 5.646.210 votos, correspondentes a 94,11 porcento.

Segundo os últimos dados anunciados ao fim da manhã de hoje, no "Site" da Comissão Nacional Eleitoral, o MPLA lidera com 4.055.448 votos, equivalentes a 71,82 porcento, seguido da UNITA, com 1.055.859 (18,70 porcento).

Os resultados provisórios das eleições apontam uma larga vantagem do partido MPLA na distribuição de lugares no Parlamento angolano, nos dois círculos (nacional e provincial), seguido da UNITA e a CASA-CE.

Em função dos resultados já avançados, de acordo com André Caputo de Menezes (mestrando em Ciências Políticas e Políticas Públicas), o partido no poder já obteve 93 lugares no círculo nacional e 80 no provincial, enquanto a UNITA conseguiu, até à última actualização provisória, 32 cadeiras divididas em 24 pelo circulo nacional e 8 pelo provincial, e a coligação CASA-CE tem oito assentos, todos nacionais.

Contribuíram para esta vantagem do MPLA as vitórias plenas nos círculos provinciais do Bengo, Huíla, Malanje, Namibe, Moxico, Uíge, Kwanza Sul, Cunene e Kwanza Norte, onde obteve cinco lugares, ao passo que em Benguela, Huambo, Kuando Kubango, Cabinda, Luanda, Lunda Sul, Lunda Norte e Zaire conseguiu quatro. No Bié, o MPLA tem neste momento três lugares.

Nas províncias a UNITA tem, provisoriamente, dois deputados no Bié, enquanto em Benguela, Huambo, Kuando Kubango, Cabinda, Luanda e Zaire conseguiu apenas um deputado, pior sorte para o Partido da Renovação Social (PRS) que só conseguiu um lugar pelo círculo provincial da Lunda Sul.

Em virtude disso, o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, felicitou hoje o presidente eleito de Angola, José Eduardo dos Santos, e considerou que o processo eleitoral demonstrou o "espírito cívico e a maturidade democrática do povo angolano".

"Por ocasião das eleições gerais da República de Angola do passado dia 31, quero expressar-lhe, em nome do Povo

Português e no meu próprio, felicitações e votos de sucesso no exercício das altas funções que foi chamado a desempenhar pelo povo angolano", afirma Cavaco Silva, na mensagem divulgada no site oficial da Presidência da República.

Por seu turno, o presidente do Partido Popular para o Desenvolvimento (PAPOD), Artur Quixona Finda, reconheceu hoje (terça-feira), em Luanda, os resultados provisórios das eleições gerais de 31 de Agosto último e felicitou o MPLA e o seu presidente José Eduardo dos Santos.

Artur Finda, que falava em conferência de imprensa, reconheceu o triunfo do MPLA, que, segundo ele, apresentou melhor programa de governação e, durante a campanha, melhor soube conquistar o eleitorado.

“Por esta razão, felicito o digno vencedor das eleições gerais de 2012, o MPLA e o seu candidato”, frisou.

Por outro lado, agradeceu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ao Governo e outras organizações que trabalharam de forma incansável para que as eleições decorressem num clima de paz.

Igualmente, a Frente Unida para Mudança de Angola (FUMA) reconheceu, em Luanda, a vitória do MPLA nas Eleições Gerais do passado dia 31 de Agosto, quando estão escrutinados 5.646.210 de votos, correspondentes a 94,11 porcento.

A decisão da FUMA foi dada a conhecer em comunicado lido pelo seu cabeça de lista às eleições gerais, António João Mwachicungo, em conferência de imprensa convocada para o efeito.

A FUMA apontou a existência de “vários constrangimentos” no processo eleitoral, como o não credenciamento de muitos delegados de listas da oposição e a dificuldade de acesso aos locais de escrutínio em algumas províncias.

O secretário provincial da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) no Moxico, Joel Bento Hepo, manifestou-se hoje, terça-feira, insatisfeito pelos resultados obtidos pela sua formação política no pleito eleitoral de 31 de Agosto.

Falando à Angop, o político disse que esperava mais, apesar de ser uma coligação emergente, a julgar pela aceitação que teve por parte dos eleitores na província.

Já o secretário provincial da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) no Zaire, Fernando Gomes João, mostrou-se regozijado pelos resultados até aqui obtidos pela sua coligação nesta província.

Fernando João, que reagia à Angop sobre os nove mil e 310 votos (7,69%) contabilizados até agora pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) a nível da província do Zaire, sublinhou que este resultado demonstra o empenho, dedicação e o trabalho desenvolvido pelos dirigentes e militantes da sua coligação durante a campanha eleitoral.

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral, André da Silva Neto, anunciou hoje, em Luanda, que os resultados finais das eleições podem ser divulgados até ao fim desta semana.

André da Silva Neto falava à imprensa após render homenagem ao inspector-chefe Tiago Casimiro, comandante de bordo, e ao 2º sub-chefe Adelino João Brandão, co-piloto, falecidos em consequência do despenhamento do helicóptero da Polícia Nacional que prestava serviço à CNE, ocorrido na província da Lunda Norte no passado dia 02 de Setembro.

Segundo o magistrado, a lei dá à CNE um prazo de quinze dias a contar do dia da votação, “portanto, em princípio deve ser até ao dia 14, mas de acordo como estão a decorrer os trabalhos estou convencido que até ao fim de semana, se os trabalhos decorrerem dentro da normalidade, poderemos divulgar os resultados finais”, frisou.

Via Angop | https://www.facebook.com/MPLA2017

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Eleições2012: Íntegra do discurso do Presidente do MPLA (JES) no Huambo

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Luanda - Discurso pronunciado por sua Excelência José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA, num comício, na cidade do Huambo, no âmbito da campanha do seu partido, para as Eleições Gerais de 2012.


CAROS AMIGOS,
ESTIMADOS COMPATRIOTAS,


Muito obrigado pela vossa presença e pelas vossas manifestações de apoio, solidariedade e amizade.


Como sabem, reabilitar as nossas vias de comunicação foi, desde sempre, um ponto de honra para o nosso Governo. Isto porque um país só se pode desenvolver quando garante a ampla circulação de pessoas e bens por todo o seu território.


Já vencemos grande parte deste desafio e agora podemos dar um novo impulso ao desenvolvimento económico e social de todas as nossas dezoito províncias. E é exactamente o que nos propomos fazer para Angola "crescer mais e distribuir melhor". O povo angolano está a trabalhar e o país está a avançar.


Quando dizemos isso, queremos assinalar momentos como estes que estamos a viver no Huambo.


Reconstruímos e inauguramos hoje com muito orgulho e satisfação a Barragem Hidroeléctrica do Gove. Isto é uma grande vitória para os angolanos.


Além dos benefícios para o nosso desenvolvimento industrial e para a geração de empregos, vamos ter mais energia para todos. A maior oferta de energia eléctrica é um factor de justiça social que considero da maior importância, porque hoje é a população mais carente, que não tem recursos para comprar um gerador, a mais prejudicada pela falta dessa energia.


O compromisso que assumo perante toda a Nação angolana, em nome do MPLA, é o de implementar o Programa de Investimentos Públicos para aumentar a quantidade de energia eléctrica e a distribuir melhor.


Já concluímos a reconstrução da Barragem do Lomaúm, em Benguela. Temos neste momento capacidade para gerar mil e duzentos ‘megawats’. Queremos aumentar essa capacidade para dois mil trezentos e cinquenta ‘megawats’ em 2014 e para cinco mil ‘megawats’ em 2016.


Vamos interligar os sistemas Norte, Sul e Leste para garantir uma melhor distribuição da energia produzida e satisfazer as necessidades do desenvolvimento industrial e do consumo doméstico.


Precisamos de mais de 17 mil milhões de dólares para esse plano e esse dinheiro sairá do Orçamento Geral do Estado e de empréstimos que o Estado vai contrair. Eu não tenho receio de assumir esse compromisso, porque estou rodeado de quadros capazes de garantir o cumprimento desse plano.


Nas minhas intervenções públicas e na Assembleia Nacional eu digo onde aplicamos o dinheiro do Estado, que é dinheiro do povo! Aliás, todas as receitas do Estado e doações estão no OGE, assim como as despesas que realizamos. Os balanços e as contas são aprovados pelos deputados.


Mas há um conjunto de senhores de uma auto-denominada "oposição radical" que não percebe o que lê ou então apenas finge que lê esses documentos, que são públicos. O Fundo Monetário Internacional, que tem renomados especialistas em finanças e contabilidade, vem a Angola todos os anos, verifica as nossas contas e atesta que estão certas, mas esses senhores trocam os números, porque são troca-tintas, distorcem os factos e levantam calúnias.


Comportam-se como se fossem defensores de interesses estrangeiros, que gostariam de subjugar o povo angolano. Será que esses senhores podem governar Angola? Acho que não!


Viva o MPLA!
Viva o MPLA!
Viva o MPLA!
A Luta Continua e a Vitória é Certa!


O país cresceu e a nossa economia vai crescer cada vez mais com a participação cada vez mais activa do sector privado. O Estado vai continuar a retirar-se da produção de bens e serviços para que esta tarefa seja levada a cabo pelas pequenas, médias e grandes empresas privadas.


Eu assumo, em nome do MPLA, o compromisso de reforçar o apoio de todo o tipo aos empresários angolanos, para que eles tenham empresas fortes que ocupem um grande espaço no nosso mercado. Não são só as grandes empresas estrangeiras, como a Teixeira Duarte, a Odebrecht, a Total-Elf, a Chevron, etc., que devem prosperar e levar grande parte do dinheiro que ganham para os seus países.


Devemos criar as condições para que as empresas privadas angolanas mais capazes cresçam e prosperem também. O dinheiro que elas ganham fica no nosso mercado e, além disso, devemos incentivá-las a fazer mais investimentos, a criar mais empregos e a pagar bem aos seus trabalhadores.


Além disso, devemos também encorajar todos os angolanos que têm poupanças no estrangeiro a depositar o seu dinheiro nos nossos bancos e a realizar aqui os seus investimentos. Nós não fazemos uma política contra os angolanos ricos. Pelo contrário. Queremos que eles contribuam para o desenvolvimento nacional.


Nós levamos a cabo uma política firme de luta contra a fome e a pobreza, que vai ser intensificada no próximo mandato, porque a nossa meta é a construção de uma sociedade de bem-estar social, sem pobreza! É um grande desafio, mas podemos vencê-lo trabalhando todos juntos.


CAROS COMPATRIOTAS


No seu próximo mandato, o MPLA tem a intenção de aplicar um programa administrativo, económico e social de intervenção no Reino do Bailundo. Essa será a primeira experiência governamental de reconhecimento do papel dos costumes, instituições, usos e tradições das comunidades tradicionais como fundamentais na construção da Nação, na coesão social e na afirmação da cidadania angolana.


Essa será uma forma de dignificar essas comunidades e as autoridades tradicionais, como parte da memória colectiva, da história comum, das raízes seculares e das culturas que enriquecem a unidade que a Constituição traduz. O Reino do Bailundo servirá, pois, como experiência piloto, a ser estendida posteriormente a outros reinos do Norte, Leste, Sul, Sudeste e Centro Norte do país.


É, pois, com a confirmação no próximo dia 31 de Agosto do voto de confiança no MPLA que este vai poder continuar a materializar o seu projecto de governação, que interpreta fielmente os mais firmes e profundos anseios do povo angolano.


Uma vez mais a população do Huambo estará na primeira linha da nossa vitória!


VIVA O MPLA!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

25 de Maio, dia de África–República de Angola celebra com lançamento da obra poética de Agostinho Neto

Agostinho Neto e Fidel Castro
Dr. António Agostinho Neto e Fidel Castro, dois homens de grande carisma político

O programa da actividade a que à Angop teve acesso compreende o discurso de boas vindas a ser proferido pela Comissária Nacional da Expo, Albina Assis, e as intervenções do embaixador de Angola na Coreia do Sul, Albino Malungo, e de um representante da Universidade de Hankuk, responsável pela tradução da obra em coreano.

Poeta Dr. Antonio Agostinho NetoA apresentação estará a cargo da presidente da Fundação Agostinho Neto, Maria Eugenia Neto, que chegou, na companhia da filha e deputada Irene Neto, a esta cidade, na noite de quinta-feira, ao que se seguira uma sessão de assinatura de autógrafos.

As celebrações do dia de África inscrevem ainda a parada dos países africanos, com concentração no pavilhão de Angola e termino na Expo Hall.

A noite, será servido um jantar de gala no espaço denominado "Multi Purpose Hall", antecedido da intervenção da Comissária Geral de Angola, Albina Assis, e do representante de um país da União Africana.

Desfile de moda e um espectáculo músico-cultural completam o programa que vai assinalar, na Expo Yesou 2012, o Dia de África.

Agostinho Neto e Eugenia Neto (Esposos)Viva o dia de África

Com Angop

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dr. Agostinho Neto, pensamento democrático e funções de um governo democrático

Agostinho Neto, pensamento democrático e funções de um governo

GRÉCIA INVENÇÃO E CRISE DEMOCRÁTICA. A política é a gestão dos vários interesses sociais, assim reza um antigo texto grego. Me refiro mesmo a Grécia, caro leitor e estimada leitora. Me debruço sobre a terra dos grandes filósofos que souberam sintetizar e sistematizar conhecimentos milenários de vários campos do saber humano, de modo que  que o futuro “dos seus” fosse ainda melhor que o passado já glorioso. Falo da Grécia, o anel débil da Unidade Europeia, que hoje vive um dos piores momentos desde a sua constituição como República livre e independente.

No momento em que teço estas considerações é cada vez mais claro para todos os analistas e interessados aos problemas europeus, que a causa fundamental da crise que atanalha o país de Sócrates, de Platão, de Aristóteles e outros grandes filósofos – além da crise das dívidas estatais - é a corrupção do seu sistema democrático, político e institucional. Este “facto de coisas” traduziu-se na desarticulação da maior parte todas as instituições que constituem um Estado democrático e posterior exposição das debilidades financeiras nos mercados especulativos.

É uma triste conclusão, porque o sistema democrático é uma das várias riquezas do passado helênico, elaborado para que o povo controlasse o próprio destino. Este sistema é a síntese de um passado glorioso, que serve a orientar a melhor estrada para os governados e os governadores na complexa estrada do progresso social. A codificação do sistema se chama hoje: CONSTITUIÇÃO.

O PODER DO POVO. Pois bem, em democracia, o poder é do povo e para o povo. Ninguém assume o poder se não através do povo, que o elege e o sustem. As eleições obedecem uma série de regras e critérios que os vários países elaboram a fim de evitar zonas de sombra no processo de assunção e gestão legítima do poder.

O poder que os cidadãos confiam aos partidos políticos e à inteira classe dirigente serve a legitimar às suas acções em prol das iniciativas pelo bem comum. O processo eleitoral é uma espécie de diálogo, fim do qual o povo escolhe, entre as várias propostas, aquela que mais se aproxima aos seus anseios presentes e futuros. E como se o povo dissesse: “Assuma o poder e resolva os nossos problemas”. Se o mandato não é respeitado, no próximo pleito eleitoral o partido político e os líderes que o representam perdem a confiança do povo, e portanto às eleições. Esta é a fotografia da interacção política e social de uma democracia madura.

AGOSTINHO NETO E A DEMOCRACIA. A visão política do pai da nação angolana, o doutor António Agostinho Neto, já obedecia tais regras, isto, não obstante o contexto político que se antevia, aquele do partido único já em marcha em outros países africanos. Por isso afirmava: "O mais importante é resolver os problemas do povo". O bem estar do povo é o horizonte inicial e final de qualquer boa acção política.

É nesta ordem de ideias que às sociedades civis, às organizações sociais de várias ordens e categorias têm o direito de criticar às acções dos governos eleitos ou não. Aceitar às críticas é questão de boa educação e ampla visão política e cultural sobre o desenvolvimento dos povos e das sociedades.

Com frequência, as elites de poder e no poder, criticam às organizações sociais por passarem o tempo apontando os colossais e menores erros de governação. "O que fazem vocês além de criticaram e manifestarem exigências e necessidades?" Esta é uma das perguntas de baixa retórica usadas sem o mínimo sentido responsável da própria posição institucional e dever político o social. Assim fazendo, muitos governantes se esquecem o porque ocupam tais posições. Os dirigentes estão aí para resolverem os problemas do povo e se estes persistem, às estradas são duas:

1) Criação de mecanismos de participação social. Que o Governo abra mesas de diálogo com os  partidos da oposição e as organizações da sociedade civil. Ninguém tem no bolso todas as soluções para melhorar às condições de vida de um povo e admitir está dificuldade é já um passo avante.

2) Demissão e novas eleições. Quando um Governo, incapaz de resolver os problemas do povo, não admite as próprias dificuldades e nem entende abrir-se a um diálogo com a oposição e a sociedade civil a única estrada é a demissão e a realização de novas eleições. Fora disso é um harakiri político e consequente decadência social para o próprio povo.

A sociedade civil tem em si às melhores qualidades de um povo por isso o bom governante cria espaços de interacção e constante confronto com às organizações sociais. Para a questão angolana o confronto se torna obrigatório visto e considerando os enormes desafios que se apresentam a cada dia que passa.

Com o político, o doutor, o nacionalista, o poeta Agostinho Neto repetimos: "O mais importante é resolver os problemas do povo - ANGOLANO!"

Kingamba Mwenho
Por Angola, hoje e sempre!

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