sábado, 14 de setembro de 2013

Discurso do PR José Eduardo dos Santos no Fórum Nacional da Juventude 13/09/2013

Jose Eduardo dos Santos

Senhor Vice-Presidente,

Senhores Ministros,

Senhores Deputados,

Distintos convidados,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Caros Jovens,

Os nossos trabalhos estão a chegar ao fim.

O Fórum Nacional da Juventude convidou-me para fazer o discurso de encerramento, e devo ver assim uma tarefa difícil.

No período de auscultação e diálogo falaram mais de mil sobre os problemas da juventude angolana. Aqui mesmo nesta sala já foram feitas mais de 20 intervenções sobre este tema.

Aparentemente tudo já foi dito, e quem fala no fim, corre o risco de repetir o que os outros já disseram.

Mas eu não tenho saída. Eu vou arriscar-me a falar mesmo assim. Porque diz-se que a água mole tanto dá em pedra dura até que fura.

Como sabem, desde os primeiros momentos da luta de libertação, o MPLA apresentou-se como mensageiro da esperança, porque os angolanos são pessoas de fé e de esperança. Nunca desiste no seu sonho de liberdade e prosperidade.

Estamos aqui a dialogar e a discutir porque todos nós vamos em busca dos caminhos da prosperidade. Tenho fé e confiança nas nossas forças e vamos alcançar estes objectivos.

Distintos participantes,

Caros jovens,

A realização deste Fórum Nacional da Juventude é a última etapa do processo de auscultação e diálogo com todos os jovens ou seus representantes que começámos há dois meses atrás.

É uma experiência muito rica e construtiva e de participação cívica da juventude na resolução dos problemas nacionais. Cada um exprimiu livre e democraticamente o seu pensamento. Uns formularam críticas, outros analisaram a realidade e os factos e apresentaram sugestões e propostas para melhorar o nosso trabalho.

A juventude angolana transmitiu-nos uma mensagem muito clara de que está unidade e provou que sabe o que quer e para onde vai.

Os jovens que estão presentes hoje nesta sala, em número significativo, vieram de todas as províncias do país e não poucos são provenientes da nossa diáspora, representando assim a heróica juventude angolana.

É uma juventude cujo passado nos enche de orgulho e que está determinada na luta para vencer os desafios do presente e do futuro.

Eu também já fui jovem e já vivi momentos de grande exaltação patriótica como este. Peço-vos que continuem assim. O Governo estará sempre convosco para que conjugando os esforços possamos trabalhar para construir uma Angola melhor, para garantir uma melhor qualidade de vida para o nosso povo.

Dirijo uma palavra de apreço e reconhecimento a todos os que participaram nos encontros municipais e provinciais, onde foi evidente o entusiasmo, a criatividade, o patriotismo e o sentido do dever que facilitaram a elaboração das conclusões e recomendações que foram apresentadas hoje neste Fórum.

Retivemos dessas conclusões que o emprego e a formação profissional são os assuntos que mais preocupam os jovens.

Estes assuntos são considerados prioritários na agenda de trabalho do nosso Governo e que, por essa razão, compromete-se aqui a criar mais Centros de Formação Profissional em todo o país, durante este mandato e vai também criar condições para aumentar o investimento público em infra-estruturas e o investimento privado nos sectores produtivo e da prestação de serviços por forma a criar cada vez mais postos de trabalho.

Por outro lado, as entidades competentes já foram orientadas no sentido de fiscalizar com mais rigor a aplicação das normas da Lei Geral do Trabalho que protegem o emprego dos cidadãos nacionais, sem esquecer as normas legais que garantem o acesso ao primeiro emprego.

Não é justo que as empresas nacionais ou estrangeiras prefiram dar emprego aos cidadãos estrangeiros no nosso país para realizarem trabalhos que os angolanos podem fazer e as vezes apenas mediante alguns cursos de formação profissional.

Os quadros recém-formados também não se pode exigir experiência profissional como condição para o primeiro emprego. Tem de ser garantidas as condições de estágio para que esses quadros recém-formados possam ter imediatamente acesso ao primeiro emprego.

Hoje, cerca de dois terços da nossa população tem menos de 25 anos de idade e estamos conscientes de que esta é a nossa principal riqueza que temos de saber mobilizar, gerando empregos e qualificando muitos milhões de jovens angolanos para fazer o país crescer cada vez mais e desenvolver-se.

A juventude é, sem dúvida, o maior factor de desenvolvimento do País e temos de saber inseri-la no processo de transformações económicas e sociais em curso para melhorar a sua qualidade de vida e garantir também o futuro das gerações vindouras.

Caros participantes,

Caros jovens,

Tomamos boa nota das outras preocupações, tais como o acesso à habitação, a melhoria da qualidade do ensino, a necessidade do aumento da oferta dos cursos de formação superior e o aumento do número de bolsas de estudo internas e externas, o acesso à água potável e a energia eléctrica e etc.

A minha intenção é recomendar ao Governo a aprovação de Programas Municipais, Provinciais de apoio à juventude desdobrados de um Programa Nacional que tenha em conta as conclusões e propostas deste Fórum.

A execução destes programas deverá ser acompanhada e fiscalizada nos diferentes escalões por representantes do Conselho Nacional da Juventude.

Caros jovens,

Distintos participantes,

O Fórum Nacional da Juventude foi mais um passo na direcção certa.

Todavia, acho que podemos melhorar as formas de participação activa da juventude e das suas organizações da sociedade civil, com o surgimento e desenvolvimento do associativismo juvenil em diferentes actividades;

- Com o estabelecimento de formas saudáveis e socialmente estimulantes de ocupação dos tempos livres da juventude;

- Com o diálogo salutar e profícuo entre a população jovem e a Comunidade;

- Com a promoção de valores, princípios e atitudes alinhados em cada momento com as políticas públicas para a juventude e para a promoção da mulher;

- Com a promoção da consciência cívica, do patriotismo e da cidadania activa no seio da juventude;

- Com a promoção da construção de infra-estruturas de apoio às actividades juvenis;

- Com a promoção do intercâmbio juvenil e o estímulo da troca de experiências entre os jovens de várias proveniências e culturas regionais;

- Com a democratização do acesso a novas tecnologias de informação e de comunicação e o combate à info - exclusão;

- Com a promoção e valorização de iniciativas dos jovens empresários, cientistas, investigadores, inventores e artistas, entre outros.

Caros jovens,

Distintos participantes,

Obrigado por terem organizado este memorável encontro e pela vossa dedicação e entusiasmo juvenil.

Eu saúdo e agradeço, em particular, aqueles que em nome da juventude se tornaram intérpretes dos sentimentos e das preocupações de todos.

Uma saudação especial também para os jovens da diáspora que connosco partilharam a reflexão sobre os caminhos a seguir para resolvermos os problemas nacionais.

Chegamos mesmo ao fim do nosso Fórum. Foi um momento de grande exaltação patriótica.

À todos o meu muito obrigado!

Declaro encerrado este Fórum.

Viva a Juventude angolana.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SALVADOR ALLENDE | SOBRE "UMA REVOLUÇÃO CULTURAL ANGOLANA"

A GUERRA E A ECONOMIA CONTINUAM SENDO O MOTOR DA HISTÓRIA

terça-feira, 10 de setembro de 2013

ROMA Chat | Fare nuovi amici - OGGI DOVE SI BALLA? EN ROMA HOY DONDE SE BAILA?

ROMA Chat 2013 | OGGI DOVE SI BALLA?

ROMA Chat 2013 | OGGI DOVE SI BALLA?
EN ROMA HOY DONDE SE BAILA?
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Le migliori serate, i migliori locali, Stages di ballo a Roma.
ROMA, MUSICA & AMORE!

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Beijing: No excuse for strikes in Syria

Estamos seguindo o desenrolar-se da crise siriana e cada dia que passa cresce em nós a viva convicção do NÃO A ESTA GUERRA. O presente editorial, do China Daily, espelha a opinião/posição formal do Governo chinês sobre a guerra em Síria. Boa leitura! 

CHINA - a guerra em Siria

As the United States and its Western allies have made it clear they believe the Syrian government used chemical weapons on the outskirts of Damascus, there is growing speculation that the US might soon launch military action against Syria.

However, without a solid legal basis, any military intervention into Syria would have dire consequences for regional security and violate the norms governing international relations.
By putting the blame on the government before the UN chemical weapons inspectors complete their independent investigations and reach an authentic and credible conclusion, they are acting as judge, jury and executioner. Military strikes by foreign powers will only exacerbate the crisis and could have unforeseen and unwelcome consequences.

Even those who are no fans of the Bashar al-Assad regime must question why the regime would use chemical weapons as government forces have just won the upper hand in the fight against the opposition, and it is clear such a move would be tantamount to suicide.
The international community should exercise patience instead of allowing itself to be led by the nose by US intelligence, which after all was responsible for claiming Saddam Hussein had weapons of mass destruction.

Military action without a UN mandate will further aggravate the situation in Syria and do a disservice to regional peace and stability. Turning Syria into another Libya or even Iraq is the last thing most people around the world want to see.

Ten years ago, the US and its allies sidestepped the UN and orchestrated a forceful regime change in Iraq with the pretext the regime possessed weapons of mass destruction, this should not be allowed to happen again.

Since the Syria crisis erupted two years ago, the US-led West has been maneuvering for a regime change in the country, by hook or by crook. It seems they have a growing interest in implementing the Kosovo model right now.

The maneuvering of Western countries has not only fueled the violence in Syria, it has also sowed the seeds of discord among members of the international community and added to the difficulties confronting those who are making efforts to defuse the crisis peacefully.

Before the crisis takes a turn from bad to worse, it is high time the US learned from its past mistakes and reins in its wild ideas of military intervention in yet another country.

This article originally appeared in the China Daily.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SÍRIA 2013 | O cenário de uma catástrofe sem precedentes, por Francisco Pacavira

GUERRA EM SIRIA - Quem ganha e quem perde

SÍRIA 30.08.2013 | Politicamente, Bashar al-Assad, já venceu a guerra. Os ingleses "fugiram", felizmente o Parlamento da Rainha ainda tem um significativo peso em questões de política externa; pela primeira vez alguns políticos europeus ADMITEM o risco da deflagração de uma Guerra Mundial, portanto, pedem maior ponderação; somente 40% dos cidadãos americanos é favorável a uma intervenção militar. Nas últimas horas, muitos americanos começaram a questionar a classe política: com tantos problemas que temos por resolver, por quais razões devemos embarcar numa nova guerra?

Militarmente, ninguém vencerá este conflito. Analisando o actual xadrez religioso, político-militar do Médio Oriente, conclui-se que os riscos são maiores do que os benefícios. As consequências tornam-se imprevisíveis, quando a intervir resta somente os USA e a França, violando todas as convenções de política internacional. A França tem grandes interesses neste conflito, deseja antes de tudo voltar a dominar a sua zona de influência. Para entender o comportamento de François Holland, leiam mais sobre os "Tratado de Sèvres". É o caso de afirmar: "O lobo perde o pelo, mas não perde o vício".

Após este episódio: o que resta do mito de Barack Obama? Sinceramente continuamos a esperar mais e mais. Todavia, a forçada intervenção e "somalização" da Líbia não podia ser mais clara: os presidentes americanos obedecem interesses a desconhecidos aos mortais comuns. Mas, mas, a esperança continua sendo a última a morrer.

Sobre a perigosa intervenção militar, mesmo que forçada, sem provas convincentes - a dita Smoking Gun" -, solitária e/o unilateral, violando as leis internacionais, tudo continua em aberto. Os USA têm agora uma cara por lavar: trata-se do orgulho nacional. Mas podemos trocar milhares de vidas humanas pelo orgulho nacional?

Que o Senhor ilumine os "astros" da diplomacia!

VIA | #fpb aka #angola2017-

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BOM DIA & BOM TRABALHO | Focalizem vossas energias positivas ao martirizado povo da Síria

guerra-siria

Obs: Focalizem vossas energias positivas ao martirizado povo da Síria.

Como sabeis, desde a invasão do Panamá em 1989, a Inglaterra tornou-se o principal partner militar americano. Desde aquela data, todas as intervenções militares americanas viram a participação activa do ex-colonizador.

UK vs FR. Voltando à Síria. Segundo os últimos takes da agência Reuters, o Governo inglês foi "BATIDO" na Câmara dos Comuns, em mérito a uma possível participação no conflito siriano. Os deputados ingleses não vêm com bom olhos as prova apresentadas até o presente momento. Se ontem o presidente francês mudou radicalmente de posição, afirmando que o conflito em análise requer solução política, hoje foi a vez de de David Cameron, que condicionou a participação inglesa ao beneplácito da intervenção por parte da ONU.

RÚSSIA. Não obstante o condicionamentos parlamentares ocidentais, um factor não menos importante, é a crescente presença de navios de guerra russos no Mediterrâneo; facto este que aumentou o factor “deterrente” da guerra. Qualquer coisa diz-nos que a intervenção poderá ser abortada.

USA. O presidente americano, Barack Obama, deve ainda convencer o Congresso e felizmente as provas que possui são insuficientes. Vamos esperar para ver, porque a guerra no Iraque tornou-se ensinamento histórico.

Que o Senhor ilumine os "astros" da diplomacia!

VIA | #fpb aka #angola2017

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